domingo, 22 de agosto de 2010

Cantora do Calcinha Preta opera de mioma


Após 12 anos fazendo sucesso nos vocais da banda Calcinha Preta, Paulinha Abelha decidiu deixar a banda para iniciar um novo ciclo em sua carreira. A cantora estava afastada da banda desde o início de agosto, quando se submeteu a uma cirurgia para retirada de um mioma e se preparava para retornar às atividades nesta semana quando recebeu um convite para integrar a banda de Santa Catarina, Garotos de Ouro do Forró - GDO do Forró, que já conta com o cantor Marlus Viana desde maio.

"Eu amo a Calcinha Preta, mas acabo de aceitar um grande desafio profissional e me desligar da banda. Foram 12 anos de convivência ao lado de pessoas maravilhosas que vou levar comigo para sempre. Vou sentir saudades de todos, em especial da Silvânia, pessoa linda que eu tive a oportunidade de passar 10 anos ao seu lado, nossa amizade continua. Sentirei saudades dos grandes cantores Bell Óliver e Ana Gouveia, além do meu quarteto fantástico Denis, Amanda, Junior e Maristela. Neste momento especial quero contar com o apoio de todos os meus fãs que tenho certeza de que permanecem ao meu lado e vão continuar apoiando a Calcinha Preta. Recebi uma proposta da GDÓ estou muito feliz, aceitei e agora vou comaçar uma nova fase ao lado do meu marido. Peço que vocês respeitem minha decisão! Deixo aqui o meu abraço a todos . Quero continuar contando com o carinho e amor de vocês", confirma a morena que foi madrinha de bateria da Pérola Negra e fez muito sucesso no carnaval paulista deste ano.

Paulinha trabalhou ao lado de Daniel Diau, Jeniffer, Raied Neto, Claudio Óliver, Mirela Santos e Michele Menezes. Abelha e Neto fizeram história na banda cantando músicas sensuais, entre elas: Furunfa e Baby Dool. A dupla permaneceu na banda por 10 anos, quando Neto saiu do grupo. Marlus saiu da banda em 2006 e retornou no final de 2007 para gravar o 3º DVD da banda. Paulinha e Marlus se casaram em 2007. O casal foi eleito Gato e Gata do Forrozão 2008.

Em 2007, Paulinha foi homenageada pela banda sendo tema do 17º CD.

Calcinha Preta se destacou no país em 2009, quando fez parte da trilha sonora da novela da Rede Globo, Caminho das Índias, e faturou grandes prêmios nacionais como o Trofeu Imprensa, Prêmio Extra de Televisão e Melhores do Ano do Faustão.

Para 2011, a cantora Paulinha Abelha revelou que pretende ser mãe. “Quero engravidar no próximo ano. Após a retirada do mioma, estou pronta para ser mãe”, disse a cantora de Simão Dias.

Enquanto Paulinha Abelha parte para novos desafios, Calcinha Preta continua realizando shows em todo o Brasil com Silvânia Aquino, Bell Óliver, Ana Gouveia e Ramon Costa, que acaba de fazer sua estreia na banda sergipana.

Calcinha Preta divulga o 22º CD da banda com os sucessos Paparazzi e Brinquedinho Caro e neste ano deve gravar o novo DVD.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Médicos retiram mioma com cerca de 30 kg de mulher em Pernambuco

Médicos do Hospital Dom Malan, na cidade de Petrolina, a 770 km do Recife (PE), retiraram um mioma com cerca de 30kg de uma paciente operada no sábado. Luziana Célia de Jesus, 26 anos, é uma das 51 pacientes que estão sendo atendidas em um mutirão de cirurgias ginecológicas realizados pela unidade hospitalar. A paciente passa bem.
Segundo informações do hospital, o mioma retirado da mulher é do tipo cistoadenoma seroso - um tumor benigno, preenchido por líquido, que se desenvolve no tecido ovariano. "O principal problema da paciente era a dificuldade de locomoção, de respiração e a compressão na bexiga", disse uma das enfermeiras do Hospital Dom Malan.
O mutirão de cirurgias ginecológicas, que começou na última sexta-feira e continua até este domingo, conta com 13 médicos. Estão sendo realizadas cirurgias de laqueadura de trompas, histerectomia, cistectomia, perineoplastia e suspensão de bexiga.

sábado, 9 de janeiro de 2010

O que é MIOMA ?

Os miomas são formações nodulares que se desenvolvem na parede muscular do útero e muito comumente são chamados de tumores benignos. Vale ressaltar que: Mioma NÃO É CÂNCER e não é perigoso! Todavia, dependendo da sua localização, tamanho e quantidade podem ocasionar problemas, incluindo dor e sangramentos intensos.
O tamanho dos miomas pode variar desde muito pequenos a grandes formações que simulam uma gravidez de 5 ou 6 meses. Dependendo da sua localização na parede do útero, os miomas agrupam-se em três tipos: 1- os "subserosos" localizam-se na porção mais externa do útero e geralmente crescem para fora. Este tipo de mioma geralmente não afeta o fluxo menstrual, porém, pode tornar-se desconfortável pelo seu tamanho e pressão sobre outros órgãos da pelve. 2- os "intramurais" crescem no interior da parede uterina e se expandem fazendo com que o útero aumente seu tamanho acima do normal. São os miomas mais comuns e geralmente provocam um intenso fluxo menstrual, dor pélvica ou sensação de peso. 3- os "submucosos" localizam-se mais profundamente, bem por abaixo da capa que reveste a cavidade uterina. São os miomas menos comuns, mas provocam intensos e prolongados períodos menstruais.

Cirurgia MIOMA

Do ponto de vista genérico, pode-se dizer que existem dois tipos de tratamento cirúrgico: o tratamento radical (histerectomia), que consiste na extirpação cirúrgica de todo o útero, e o tratamento conservador (miomectomia), que consiste na extirpação cirúrgica somente dos miomas.
Como mencionado anteriormente, a histerectomia é a cirurgia universalmente mais difundida e aplicada no ambiente ginecológico. Provoca alívio definitivo dos sintomas e é razoavelmente segura.

Talvez seja por este motivo que continua nos surpreendendo a liberalidade com que se indica uma histerectomia, algumas vezes em pacientes absolutamente assintomáticas ou com sintomas discretos. Com certa freqüência, mulheres que já completaram os seus desejos gestacionais e que realizam um exame ginecológico ou uma ultra-sonografia de rotina e descobrem que são portadoras de mioma são histerectomizadas sem necessidade. Que dizer daquelas que apresentam sintomas evidentes e requerem formalmente de tratamento!
Argumentos do tipo "para que deixar o útero que pode desenvolver um câncer" ou "melhor tirar agora antes que cresça e torne o tratamento mais difícil" ou "a histerectomia melhora a satisfação sexual" têm fundamentado a indicação desta cirurgia mutiladora.
Desconsideram-se assim os aspectos desconfortáveis relacionados a uma cirurgia formal, como a prolongação da estadia hospitalar e da retomada das atividades normais. Além disto, não se enfoca com seriedade a existência de numerosos problemas emocionais relacionados com a perda do útero, pela sua identidade de gênero, como preconizam os defensores dos direitos reprodutivos e da sexualidade, e que merecem toda a nossa atenção.
Ao longo dos últimos dois anos, temos recebido no consultório dezenas de mulheres que vieram procurar informações sobre o tratamento de mioma pela técnica de embolização e que invariavelmente tinham consultado previamente um ou vários ginecologistas havendo sido indicada a histerectomia como forma de tratamento. O surpreendente é que a metade destas, não manifestava qualquer sintoma ou queixa relacionada com a sua miomatose.
Quando necessária, a histerectomia pode ser realizada por via vaginal, laparoscópica ou abdominal, como é mais convencional. Este procedimento cirúrgico requer anestesia geral, demanda três ou quatro dias de hospitalização e quatro a seis semanas de recuperação.
Embora sendo realizada tecnicamente de forma perfeita, a histerectomia pode provocar algumas complicações a médio e longo prazo. Algumas mulheres experimentam alteração na sua sensação sexual e principalmente na qualidade do orgasmo após a cirurgia. Tem sido aventado que durante o orgasmo há contrações dos músculos da parede uterina, o que não mais acontece após a remoção cirúrgica do útero. Tem sido também mencionado que algumas mulheres submetidas a histerectomia apresentam um encurtamento da vagina e diminuição da libido. Estes tipos de complicações que estão associadas às cirurgias pélvicas têm sido responsáveis pela procura de procedimentos menos radicais por parte das mulheres que requerem tratamento para os miomas.
Por estas razões, acreditamos que a cirurgia de histerectomia, em qualquer circunstância, é a última opção para o tratamento dos miomas sintomáticos.

A miomectomia é um procedimento cirúrgico que remove somente o mioma, não todo o útero, preservando assim a capacidade da mulher para engravidar.
Há várias técnicas para realizar a miomectomia, que incluem: a via histeroscópica, a via laparoscópica ou a via abdominal.
A miomectomia por via histeroscópica é utilizada somente para extrair os miomas que se encontram por debaixo da camada interna do útero e se exteriorizam para a cavidade uterina. Não se requer qualquer incisão cirúrgica. O médico introduz um tubo flexível, chamado histeroscópio, através da vagina e colo uterino e, com instrumentos, apropriados extrai o mioma. Este procedimento é realizado geralmente de forma ambulatorial e com anestesia.
A miomectomia laparoscópica é utilizada para extrair miomas que se encontram na porção externa do útero. Pequenas incisões são realizadas na parede abdominal, por onde são introduzidos uma microcâmera de vídeo e instrumentos apropriados para realizar a extração do mioma. Este procedimento é realizado com anestesia geral.
A miomectomia abdominal é um procedimento cirúrgico formal que consiste na realização de uma incisão na parede abdominal para aceder ao útero e uma outra incisão no útero para extrair o mioma. Esta cirurgia requer anestesia geral e demanda três ou quatro dias de hospitalização e quatro a seis semanas de recuperação. Após a extração do mioma, o útero é suturado.
Por ser o útero um órgão muito bem irrigado, a miomectomia pode ocasionar sangramentos intensos que podem carecer de transfusões sangüíneas intra-operatórias. Com alguma freqüência, cirurgias programadas para serem uma miomectomia acabam convertendo-se em histerectomia devido aos problemas técnicos durante o ato cirúrgico.
A miomectomia acompanha-se freqüentemente de bons índices de sucesso para controlar os sintomas, porém, quanto maior número de miomas tiver o útero, menor sucesso terá a cirurgia. Adicionalmente, os miomas podem voltar a crescer alguns meses ou anos após a miomectomia.
Embora a miomectomia tenha sido idealizada para ser aplicada em pacientes que desejam preservar a fertilidade, isto não ocorre em grande parte das pacientes. Aliás, somente uma de cada três pacientes submetidas à miomectomia consegue engravidar após a cirurgia. Na tentativa de preservar a fertilidade, a miomectomia pode provocar bridas e aderências entre os órgãos do abdome inferior e a pelve que ocasionam infertilidade